Alimentação e Covid-19


Hoje vou falar um pouco sobre a relação entre a importância da alimentação e os efeitos da Covid19.


Por um lado, o período de confinamento vivido por muitas famílias poderá ter agravado a situação socioeconómica, assim como o padrão de insegurança alimentar das mesmas. Sabe-se que nestas situações, a compra de alimentos pode ser restringida ou alterada, assando-se a comprar alimentos mais baratos ou de pior qualidade nutricional, o que também pode colocar em causa da saúde das famílias.


Por outro lado, atualmente, sabemos que a alimentação é capaz de modular o nosso sistema imunitário. Sabe-se que 8 em cada 10 mortes ocorrem em indivíduos com alguma patologia metabólica, nomeadamente pela presença obesidade ou de outra patologia associada como doença cardiovascular, hipertensão arterial ou Diabetes.


Ainda em relação à otimização do estado nutricional, muito se tem questionado sobre a possibilidade de se reforçar o sistema imunitário através da alimentação. Sobre isto, a evidência científica aponta para a não existência de algum alimento específico ou suplemento que possa prevenir ou “tratar” a covid19. Neste caso, as boas práticas de higiene continuam a ser as mais seguras para prevenir a transmissão da doença.

Relativamente à alimentação, sabe-se que para garantir um normal funcionamento do sistema imunitário existem regras gerais que devem ser seguidas por todos. Estas são particularmente importantes para adultos ou crianças que se encontrem em isolamento, situação que por vezes conduz a um consumo alimentar excessivo.


Sendo assim, devemos seguir os princípios da Roda dos Alimentos, que se baseia no padrão alimentar mediterrânico, privilegiando o consumo de frutas e hortícolas da época, cereais integrais e leguminosas. Devemos também apostar em laticínios com menor teor de gordura, alternar sempre que possível nas fontes proteicas, como carne, pescado e ovos, favorecendo o consumo de peixe sempre que possível. As gorduras devem ser utilizadas com moderação, sendo que a favorita será sempre o azeite de boa qualidade. A água deverá ser a principal bebida e em generosas quantidades.


Devemos ainda reduzir ao mínimo os alimentos embalados e ricos em açúcares de adição, gorduras saturadas ou sal.


Poderá consultar o Programa para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção Geral de Saúde onde poderá obter informações mais detalhada sobre as boas práticas alimentares a manter durante a pandemia e não só!



Artigo escrito pela Dra. Juliana Guimarães, nutricionista no Centro Clínico ADCA

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