A Fadiga da Pandemia e o Confinamento



Um estudo da OMS (Organização Mundial de Saúde) revela que 60% da população mundial está já a ser atingida pelo “cansaço da pandemia”.


Este cansaço manifesta-se através de um sentimento de sobrecarga por nos mantermos constantemente vigilantes, por obedecermos a restrições e alterações na nossa vida e por haver incerteza sobre quando tudo isto vai acabar e poderemos “voltar ao normal”. É natural que depois do medo em relação ao vírus e após tantos meses a viver com limitações, sacrifícios e incerteza, nos sintamos cansados e fartos desta situação e menos motivados para seguir as orientações e os comportamentos de proteção.


O que podemos e devemos fazer quando estamos cansados de conviver com o coronavírus (fonte da Ordem dos Psicólogos Portugueses)?


COMPROMETA-SE – Usar máscara, lavar as mãos e manter o distanciamento físico é como parar no sinal vermelho ou usar o cinto de segurança. Mantenha-se seguro a si e aos outros.


REPITA – Há comportamentos que temos de repetir até se tornarem um hábito e os fazermos sem esforço.


TENHA SEMPRE À MÃO – É mais fácil não nos esquecermos se tivermos sempre desinfetante à mão, assim como uma máscara (na mala, no carro, na entrada de casa).


ACEITE E PERSISTA, NÃO DESISTA – A pandemia ainda está para durar, mas adaptar a nossa vida ao novo coronavírus é possível (e necessário).


Não esqueça que os nossos comportamentos são críticos para conter a propagação deste vírus e para nos protegermos a nós e aos outros e que somos a parte principal para a solução deste desafio que a todos atingiu.


Para além disso, não podemos esquecer que o distanciamento físico e social não tem de ser sinónimo de isolamento social. Devemos manter e/ou criar contacto (ainda que telefónico ou através da internet) sobretudo com as pessoas que moram sozinhas e podem vir a ter a sua saúde mental mais afetada quando ultrapassarmos este desafio da pandemia.


Sendo uma altura de tanta incerteza e em que as crianças e adolescentes têm as aulas a partir de casa é também necessário nós pais intervirmos, e podemos fazê-lo através das seguintes propostas:


1 | Dialogar sobre as preocupações e o que sentem as crianças e adolescentes face à mudança. -> os pais são um modelo muito poderoso junto dos filhos/as, partilhe a sua experiência e mostre formas de gerir e enfrentar uma mudança.


2 | Conversar sobre o melhor local para afixar o horário escolar -> de forma que todos o possam ver facilmente e ajudar na preparação diária do material escolar para o dia seguinte.


3 | Definir o melhor local e momento para estudar (horário de estudo) e como e onde vai registar as datas dos testes (lista de testes), de forma que todos tenham acesso a esta informação. -> é importante adequar o horário de estudo durante os períodos de avaliação.


4 | Proporcionar um clima de abertura e facilidade de diálogo, incentivando a criança/adolescente a expressar as suas emoções.


5 | O erro deve ser encarado como uma fonte de mudança e uma oportunidade para aprender. -> Lidar com o erro ajuda a melhorar o desempenho, lidar com a frustração e a promover a autonomia.


6 | Valorizar mais o esforço do que o resultado e mais os incentivos pelo esforço do que a oferta de bens materiais como prémio.


7 | Ter rotinas saudáveis, com cerca de 9 horas diárias de descanso



// Artigo escrito por Marta Borges, Psicóloga do Centro Clínico ADCA

25 views0 comments

Recent Posts

See All
Centro Clínico ADCA

A ADCA é um espaço em que o seu filho está em primeiro lugar!

geral@adca.pt

+351 916 700 044

Rua Padre António Caldas, 1709

4810-246 - Guimarães

Subscreva a nossa Newsletter!
Área Reservada