Ele(a) não larga as tecnologias

Updated: Jul 5


Sabia que...

Um estudo concluiu que 66% das crianças entre os 3 e os 5 anos de idade conseguia usar jogos de computador, 47% sabia como utilizar um smartphone, mas apenas 14% era capaz de atar os cordões dos sapatos sozinha?.


Se o excesso desta utilização é prejudicial a qualquer pessoa, a crianças e adolescentes os efeitos podem ser ainda mais nocivos, por isso, este é um tema que levanta muitas questões sobretudo à consequência desta apresentação tão prematura. É necessária a atenção, dos pais e responsáveis, para os limites e cuidados na hora de usar as tecnologias.

O uso excessivo das tecnologias é um tema que afeta a maioria da população, sendo cada vez mais frequente a exposição de aparelhos como computadores, tablets e smartphones a crianças muito novas. Perante a situação atual de pandemia, o sedentarismo, o próprio ensino escolar e a escassa disponibilidade dos pais levaram a que a maioria das crianças não respeitassem o “tempo permitido” em frente aos ecrãs, alimentando assim a dependência face às tecnologias.


Se o excesso desta utilização é prejudicial a qualquer pessoa, a crianças e adolescentes os efeitos podem ser ainda mais nocivos, por isso, este é um tema que levanta muitas questões sobretudo à consequência desta apresentação tão prematura. É necessária a atenção, dos pais e responsáveis, para os limites e cuidados na hora de usar as tecnologias.



Afinal, como se faz a introdução saudável das tecnologias na vida da criança? Quando é cedo demais?


Entre os dois e os três anos de idade deverão interagir estritamente com aplicações educativas, e por menos de 20 minutos diários. Crianças maiores, até aos 12 anos, poderão utilizar mais recursos e programas, mas nunca por mais de duas horas por dia.


Assim, as seguintes recomendações para a exposição das crianças a todo tipo de media são:


- 2 anos: apenas depois dos 2 anos de idade as crianças comecem a ter contacto com aparelhos tecnológicos;


- 5 anos: até aos 5 anos, as crianças só deveriam utilizar no máximo 1 hora;


- 6 a 12 anos: nestas idades o tempo aumenta para 2 horas;


- 13 anos: a partir dos 13 anos o tempo pode aumentar para 3 horas.


Mesmo estes limites não garantem um relacionamento totalmente saudável entre crianças e tecnologias. É preciso haver uma rotina estabelecida onde os limites estejam bem esclarecidos para a criança, assim como a articulação do uso das tecnologias com outras atividades e momentos que envolvam a família e amigos, deixando as tecnologias de parte.


É importante ainda terem a consciência de que não devem estimular as crianças antes do tempo a utilizarem os equipamentos. O ideal é deixar que elas mesmas demonstrem interesse e só depois os pais possam mostrar-lhes como usar os aparelhos de forma correta.


Manter o diálogo e investir em atividades familiares são estratégias para ajudar a que as crianças não se tornem dependentes da tecnologia. E assim substituem ou intercalem os jogos de computador/tablet/playstation por jogos tradicionais, desporto, atividades culturais ou simplesmente por uma conversa em família.


No momento de utilização das tecnologias e da internet, a segurança é um dos aspetos mais importantes, por isso, precisamos estar atentos a esta questão. Para diminuir os riscos é importante orientar as crianças a usar de forma adequada as tecnologias e a internet, como por exemplo:


As crianças:

- Não falarem com desconhecidos;

- Evitar conversas nos chats;

- Não divulgar dados pessoais;

- Não partilhar fotografias.


Os pais:

- Instalar ferramentas de monitorização;

- Bloqueio de alguns conteúdos da internet;

- Manter os equipamentos numa área comum da casa com o ecrã sempre visível;

- Limitar o tempo de utilização;

- Controlar as aplicações instaladas;

- Estimular o seu filho a navegar em sites seguros e divertidos para a sua idade.


Mas o mais importante é manter o diálogo com a criança, mostrando-se disposto a esclarecer todas as dúvidas e explicar os motivos pelos quais é preciso usar com cautela as novas tecnologias.


// Dra. Sara Carvalhais (Psicóloga no Centro Clínico ADCA)

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