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Luto Infantil



O luto é uma situação difícil em qualquer faixa etária. Porém, as crianças podem vivenciá-lo de forma mais intensa, uma vez que ainda se encontram a desenvolver na esfera emocional e cognitiva.


Deste modo, durante este processo, é comum verificar-se a presença de choro, tristeza, insónias, agressividade, ansiedade, medo e culpa.


Contudo, importa ressalvar que o luto infantil é influenciado pela idade, fase de desenvolvimento, personalidade e cultura das criança. Além do mais, a sua elaboração está intimamente relacionada com o apoio que as crianças sentem, a capacidade de reorganização familiar, o que lhes foi transmitido acerca da perda e o contexto em que a morte aconteceu.


Neste sentido, vou partilhar algumas estratégias que poderão ser utilizadas, durante o luto infantil:


- Seja sincero ao conversar com a criança (Sengik & Ramos, 2013) e evite ocultar ou distorcer informações importantes;


- Esclareça as dúvidas que poderão surgir (Sengik & Ramos, 2013) para aumentar a sua compreensão sobre este assunto;


- Quando comunicar a perda, tenha em consideração a capacidade cognitiva da criança e adeque a linguagem utilizada (Barreto & Rocha, 2015);


- Permita-lhe exprimir o que sente, dando-lhe a possibilidade de elaborar o luto de forma adaptativa (Mazorra, 2001, citado por Barreto & Rocha, 2015);


- Garanta a existência de uma rede de apoio sólida para prestar os cuidados necessários e promover a segurança da criança (Worden, 2013, citado por Santos & Muner, 2020);


- Explique-lhe que a pessoa que faleceu não vai voltar (Sengik & Ramos, 2013);


- Mantenha uma rotina estável, na medida do possível (Worden, 2013, citado por Santos & Muner, 2020).



No entanto, caso se verifiquem alterações profundas na criança, pode ser importante a realização de acompanhamento psicológico, de forma a prevenir o agravamento dos sintomas.




// Artigo escrito por Francisca Fernandes, Psicóloga no Centro Clínico ADCA

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